quarta-feira, março 06, 2013

domingo, fevereiro 14, 2010

conferência fiel 2009

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terça-feira, fevereiro 02, 2010

Como Passar o Dia com Deus

Sono - Controle o tempo do seu sono apropriadamente, de modo que você não desperdice as preciosas horas do dia preguiçosamente em sua cama. O tempo do seu sono deve ser determinado pela sua saúde e labor, e não pelo prazer da preguiça.
Primeiros pensamentos - Direcione a Deus os seus primeiros pensamentos ao acordar, eleve a Ele o coração com reverência e gratidão pelo descanso desfrutado durante a noite e a certeza que Ele cuidará de você no dia que inicia.
Oração - Acostume-se a orar sozinho antes da oração coletiva em família. Se possível faça isso antes de qualquer outra ocupação.
Propósito básico - Não realize nenhuma atividade que não possa considerar agradável a Deus. Suas atividades diárias devem sempre agradar e glorificar a Deus (1 Co. 10:31).
Diligência na vocação - Realize as tarefas concernentes a sua ocupação cuidadosa e diligentemente. Assim fazendo: Você demonstrará que não é preguiçoso e poderá dispor de mais tempo para empregar em deveres santos como orar e ler a Bíblia. Tentações e coisas que corrompem - Seja vigilante! Sempre alerta as tentações e corrupções dessa vida. Cuidado com: a hipocrisia,
a auto-suficiência, o orgulho. Tenha cuidado para não se deixar atrair pelo pecado.
Remindo o tempo - Valorize seu tempo. Seja mais cuidadoso em não desperdiçá-lo com futilidades. Não permita que recreações inúteis, conversas vãs e companhias não proveitosas roubem o seu precioso tempo.
Relacionamentos - Lembre-se que seus relacionamentos com amigos e/ou familiares devem estar baseados sempre no amor ao próximo. Jesus diz: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”. (Jo. 13:34).
Contrição e confissão - Quando pecar, imediatamente confesse seu pecado a Deus e arrependa-se! Receba e exerça o perdão de Deus.
Culto familiar - Realize o culto familiar consistentemente e no momento onde todos estejam presentes.
Ao final do dia - Antes de dormir, é sempre oportuno refletir sobre o que aconteceu naquele dia e lembrar da misericórdia de Deus em seu favor, de maneira que a gratidão seja a palavra de ordem nesse momento.
Conclusão - Que estas simples instruções sejam gravadas na sua mente e no seu coração tornando-se prática diária na sua vida.

Com carinho,
Rev. José Roberto

segunda-feira, outubro 26, 2009

Reflexão

Será Possível?

Será possível amar e odiar ao mesmo tempo? Será possível ser crente no Senhor Jesus e não amar? Será possível maldizer e amaldiçoar aqueles que amamos? Será possível caluniar e difamar sem mentir? Será possível fazer tudo isso e ir para o Céu?

Tantas vezes um homem disse mal do seu vizinho e lhe chamou ladrão, que o vizinho acabou por ser preso. Tempos depois, descobriu-se que o vizinho estava inocente. Após tanta humilhação e sofrimento, o rapaz foi solto e processou o caluniador.

Defendeu-se este em tribunal, dizendo ao juiz que se limitou a fazer comentários sem maldade ou segundas intenções. Ao que o juiz respondeu: “Escreva numa folha de papel o que disse do seu vizinho. A seguir, rasgue a folha em pedaços e espalhe-os pelo caminho no seu regresso a casa. Volte amanhã para ouvir a sentença”.

Obedecendo às ordens do juiz, o homem voltou no dia seguinte ao tribunal para ouvir o veredicto: “Fez o que eu disse? Pois bem, antes de ouvir a sentença, vá de volta pelo caminho e tente apanhar todos os pedaços de papel que ontem espalhou.”

“Não posso fazer isso, Senhor Dr. Juiz!” Respondeu o homem. “O vento deve tê-los espalhado tanto, que já não sei onde estão. É impossível recuperá-los”.

Ao que o juiz retorquiu: “do mesmo modo, é agora impossível reparar as consequências do mal feito. Um simples comentário negativo, uma simples crítica destrutiva e mal-intencionada, um mero acto de maledicência, calúnia ou difamação de tal modo se espalha que jamais será possível apagar os seus efeitos, resolver os agravos causados e libertar a pessoa da vergonha e da agonia sofrida, podendo mesmo vir a destruir-lhe a própria honra.” E acrescentou: “Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor não dizer nada!

Sejamos senhores da nossa língua para não sermos escravos das nossas palavras. Nunca se esqueça: Quem ama não vê defeitos; quem odeia não vê qualidades; e quem é amigo vê as duas coisas, mas honra acima de tudo a amizade.”

Ao serviço do mal, “A língua é como um fogo; é um mundo de maldade. Sendo uma pequena parte do nosso corpo, ela pode contaminar a pessoa inteira e pode queimar a vida toda com o seu fogo infernal” (Tiago 3:6).

sexta-feira, outubro 16, 2009

PASTOR E LOBO: AS 40 DIFERENÇAS



Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam pelas ovelhas e vivem perto delas. Assim, é complexo detectar quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de disfarce: parecem pastores, mas são lobos.

No entanto, não é difícil fazer a distinção. Urge a cada um de nós o exercício do discernimento.

1. Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.

2. Pastores gostam de convívio, lobos gostam de isolamento.

3. Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à luz dos holofotes.

4. Pastores se gastam pelas suas ovelhas, lobos gastam suas ovelhas.

5. Pastores têm autoridade bíblica, lobos têm autoridade em si.

6. Pastores têm uma esposa, lobos têm uma coadjuvante.

7. Pastores têm fraquezas, lobos têm fortalezas.

8. Pastores contam com as ovelhas, lobos contam as ovelhas.

9. Pastores doutrinam, lobos domesticam.

10. Pastores são doces, lobos são azedos.

11. Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.

12. Pastores possuem amigos, lobos possuem bajuladores.

13. Pastores se aplicam no ministério, lobos aplicam técnicas.

14. Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.

15. Pastores vivem de prebendas, lobos enriquecem dos dízimos.

16. Pastores andam na contramão do mundo, lobos andam nas baladas.

17. Pastores se baseiam em boa teologia, lobos se baseiam nos poetas e filósofos pagãos.

18. Pastores vivem para suas ovelhas, lobos vivem das ovelhas.

19. Pastores são pessoas humanas, lobos são personagens fictícias.

20. Pastores falam do púlpito, lobos se apresentam do palco.

21. Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.

22. Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.

23. Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.

24. Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos.

25. Pastores são usados por Deus, lobos manipulam em nome de Deus.

26. Pastores cuidam das ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.

27. Pastores se deixam conhecer, lobos se escondem.

28. Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos levam as ovelhas a segui-lo.

29. Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.

30. Pastores buscam a discrição, lobos buscam a promoção.

31. Pastores pregam a Lei e a graça, lobos pregam a libertinagem e a graça.

32. Pastores dirigem igrejas-corpo, lobos dirigem igrejas-empresas.

33. Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos se comprometem com o projeto pessoal.

34. Pastores vivem a fé bíblica, lobos vivem a fé mística.

35. Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos preservam as ovelhas como bebês.

36. Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos levam as ovelhas a segui-lo.

37. Pastores são transparentes, lobos são dissimulados.

38. Pastores pregam o Evangelho, lobos manipulam o Evangelho.

39. Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e extraordinários.

40. Pastores possuem dons e talentos, lobos possuem cargos e títulos.

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mateus 7:15).

quarta-feira, outubro 07, 2009

Primórdios do movimento reformado no Brasil

Atualmente existem no Brasil várias denominações de origem reformada ou calvinista. Entre elas incluem-se a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a Igreja Presbiteriana Conservadora, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, tais como suíços, holandeses e húngaros. No entanto, a maior e a mais antiga denominação reformada do país é a Igreja Presbiteriana de Brasil. Todavia, convém lembrar que já nos primeiros séculos da história de Brasil houve a presença de calvinistas no país.

1. Primórdios do movimento reformado no Brasil

1.1 A França Antártica
Os primeiros calvinistas chegaram ao Brasil ainda no começo da sua história. No final de 1555, um grupo de franceses liderados por Nicolas Durand de Villegaignon instalou-se em uma das ilhas da baía de Guanabara. Um ano e meio mais tarde, chegou à "França Antártica" um grupo de colonos e pastores reformados enviados pelo próprio João Calvino, em resposta a um pedido de Villegaignon. No dia 10 de março de 1557 esses evangélicos realizaram o primeiro culto protestante do Brasil e possivelmente do Novo Mundo. Eventualmente, surgiram desavenças teológicas entre Villegaignon e os calvinistas. Cinco deles foram presos e forçados a escrever uma declaração de suas convicções. O resultado foi a bela "Confissão de Fé da Guanabara." Com base nessa declaração, três dos calvinistas foram executados e outro foi poupado por ser o único alfaiate da colónia. O quinto autor da confissão de fé, Jacques le Baleur, conseguiu fugir, mas eventualmente foi preso e, mais tarde, foi enforcado. Dentre os que conseguiram retornar para a França estava o sapateiro Jean de Léry, que mais tarde tornou-se pastor e escreveu a célebre obra “Viagem à Terra de Brasil” (1578).

1.2 O Brasil holandês
A próxima tentativa de introdução do calvinismo no Brasil ocorreu em meados do século XVII através dos holandeses. No contexto da guerra contra a Espanha, a Companhia das Índias Ocidentais ocupou o nordeste brasileiro por vinte e quatro anos (1630-1654). O mais famoso governante do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que aqui esteve apenas sete anos (1637-1644). Embora os residentes católicos e judeus tenham gozado de tolerância religiosa, a igreja oficial da colónia era a Igreja Reformada da Holanda, que realizou uma grande obra pastoral e missionária. Ao longo dos anos foram criadas 22 igrejas e congregações, dois presbitérios (Pernambuco e Paraíba) e até mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). Além da assistência aos colonos europeus, a igreja reformada fez um notável trabalho missionário junto aos indígenas. Ao lado da pregação e do ensino, houve a preparação de um catecismo na língua nativa. Outros projetos incluíam a tradução das Escrituras e a ordenação de pastores indígenas, o que não chegou a efetivar-se. Com a expulsão dos holandeses, as igrejas nativas vieram a extinguir-se e, por um século e meio, desapareceram os vestígios do calvinismo no Brasil.

1.3 O protestantismo de imigração
O protestantismo em geral e o presbiterianismo em particular só puderam estabelecer-se definitivamente no Brasil após a chegada da família real, em 1808. Em 1810, Portugal e Inglaterra firmaram um Tratado de Comércio e Navegação cujo artigo XII, pela primeira vez em nossa história, concedeu liberdade religiosa aos imigrantes protestantes. Logo, muitos deles começaram a chegar de diversas regiões da Europa, inclusive reformados franceses, suíços e alemães. Em 1827, por iniciativa do cônsul da Prússia, foi fundada no Rio de Janeiro a Comunidade Protestante Alemã-Francesa, congregando luteranos e calvinistas.
Durante várias décadas, o calvinismo ficou restrito às comunidades imigrantes, sem atingir os brasileiros. Os poucos pastores reformados ou presbiterianos que por aqui passaram restringiram suas atividades religiosas aos estrangeiros. Tal foi o caso do Rev. James Cooley Fletcher, um pastor presbiteriano norte-americano que teve uma longa e frutífera ligação com o Brasil a partir de 1851. Ele deu assistência religiosa a marinheiros e imigrantes europeus, procurou aproximar o Brasil e os Estados Unidos nas áreas diplomática, comercial e cultural e escreveu o livro “O Brasil e os Brasileiros”, publicado em 1857. Através de seus contatos com políticos e intelectuais brasileiros, Fletcher contribuiu indiretamente para a introdução do protestantismo no Brasil. Foi por sua sugestão que o missionário congregacional inglês Robert Reid Kalley veio para o Brasil em 1855. Finalmente, o presbiterianismo foi implantado entre os brasileiros pelo Rev. Ashbel Green Simonton, que aqui chegou em 1859.

2. História da Igreja Presbiteriana do Brasil
A história da Igreja Presbiteriana do Brasil divide-se em alguns períodos bem definidos.

2.1 Implantação (1859-1869)
O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Alcançado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e pouco depois ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.
Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português. Em janeiro de 1862, recebeu os primeiros conversos, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro periódico evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Ashbel Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes).
Os principais colaboradores de Simonton, nesse período, foram seu cunhado Alexander L. Blackford, que em 1865 organizou as Igrejas de São Paulo e Brotas; Francis J. C. Schneider, que trabalhou entre os imigrantes alemães em Rio Claro, lecionou no seminário do Rio e foi missionário na Bahia; e George W. Chamberlain, grande evangelista e operoso pastor da Igreja de São Paulo. Os quatro únicos estudantes do "seminário primitivo" foram eficientes pastores: António Bandeira Trajano, Miguel Gonçalves Torres, Modesto Perestrelo Barros de Carvalhosa e António Pedro de Cerqueira Leite.
Outras poucas igrejas organizadas no primeiro decênio foram as de Lorena, Borda da Mata (Pouso Alegre) e Sorocaba. O homem que mais contribuiu para a criação dessas e outras igrejas foi o notável Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), um ex-sacerdote que se tornou o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro do evangelho (1865). Conceição visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando o evangelho da graça.

2.2 Consolidação (1869-1888)
Simonton e seus companheiros eram todos da Igreja Presbiteriana do Norte dos Estados Unidos (PCUSA). Em 1869 chegaram os primeiros missionários da Igreja do Sul (PCUS): George Nash Morton e Edward Lane. Eles fixaram-se em Campinas, região onde residiam muitas famílias norte-americanas que vieram para o Brasil após a Guerra Civil no seu país (1861-1865). Em 1870, Morton e Lane fundaram a igreja de Campinas e, em 1873, o famoso, porém efêmero, Colégio Internacional. Os missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. O pioneiro em várias dessas regiões foi o incansável Rev. John Boyle, falecido em 1892.
Os obreiros da PCUS também foram os pioneiros presbiterianos no nordeste e norte do Brasil (de Alagoas até a Amazônia). Os principais foram John Rockwell Smith, fundador da igreja do Recife (1878); DeLacey Wardlaw, pioneiro em Fortaleza; e o Dr. George W. Butler, o "médico amado" de Pernambuco. O mais conhecido dentre os primeiros pastores brasileiros do nordeste foi o Rev. Belmiro de Araújo César, patriarca de uma grande família presbiteriana.
Enquanto isso, os missionários da Igreja do Norte dos Estados Unidos, auxiliados por novos colegas, davam continuidade ao seu trabalho. Seus principais campos eram Bahia e Sergipe, onde atuou, além de Schneider e Blackford, o Rev. John Benjamin Kolb; Rio de Janeiro, que inaugurou seu templo em 1874, e Nova Friburgo, onde trabalhou o Rev. John M. Kyle; Paraná, cujos pioneiros foram Robert Lenington e George A. Landes; e especialmente São Paulo. Na capital paulista, o casal Chamberlain fundou em 1870 a Escola Americana, que mais tarde veio a ser o Mackenzie College, dirigido pelo educador Horace Manley Lane. No interior da província destacou-se o Rev. João Fernandes Dagama, português da Ilha da Madeira. No Rio Grande do Sul, trabalhou por algum tempo o Rev. Emanuel Vanorden, um judeu holandês.
Entre os novos pastores "nacionais" desse período estavam Eduardo Carlos Pereira, José Zacarias de Miranda, Manuel António de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, João Ribeiro de Carvalho Braga e Caetano Nogueira Júnior. As duas igrejas norte-americanas também enviaram ao Brasil algumas notáveis missionárias educadoras como Mary Parker Dascomb, Elmira Kuhl, Nannie Henderson e Charlotte Kemper.

2.3 Dissensão (1888-1903)
Em setembro de 1888, foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, que assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas-mães norte-americanas. O Sínodo compunha-se de três presbitérios (Rio de Janeiro, Campinas-Oeste de Minas e Pernambuco) e tinha vinte missionários, doze pastores nacionais e cerca de 60 igrejas. O primeiro moderador foi o veterano Rev. Blackford. O Sínodo criou o Seminário Presbiteriano, elegeu seus dois primeiros professores e dividiu o Presbitério de Campinas e Oeste de Minas em dois: São Paulo e Minas.
Nesse período, a denominação expandiu-se grandemente, com muitos novos missionários, pastores brasileiros e igrejas locais. O Seminário começou a funcionar em Nova Friburgo no final de 1892 e, no início de 1895, transferiu-se para São Paulo, tendo à frente o Rev. John Rockwell Smith. O Mackenzie College, ou Colégio Protestante, foi criado em 1891, sendo seu primeiro presidente o Dr. Horace Manley Lane. Por causa da febre amarela, o Colégio Internacional foi transferido de Campinas para Lavras, e mais tarde veio a chamar-se Instituto Gammon, numa homenagem ao seu grande líder, o Rev. Samuel R. Gammon (1865-1928).
A primeira escola evangélica do nordeste foi o Colégio Americano de Natal (1895), fundado por Katherine H. Porter, esposa do Rev. William C. Porter. Na mesma época, a cidade de Garanhuns começou a tornar-se um grande centro da obra presbiteriana. Além do trabalho evangelístico, foram lançadas as bases de duas importantes instituições educacionais: o Colégio Quinze de Novembro e o Seminário do Norte, hoje sediado em Recife. No final desse período, além de estar presente em todos os estados do nordeste, a Igreja Presbiteriana chegou ao Pará e ao Amazonas.
No sul, foi iniciada a obra presbiteriana em Santa Catarina (São Francisco do Sul e Florianópolis). A igreja também iniciou a sua marcha vitoriosa no leste de Minas. O primeiro obreiro a residir em Alto Jequitibá foi o Rev. Matatias Gomes dos Santos (1901). As igrejas de São Paulo e do Rio de Janeiro passaram a ser pastoreadas por dois grandes líderes, respectivamente Eduardo Carlos Pereira (1888) e Álvaro Emídio G. dos Reis (1897).
Infelizmente, os progressos desse período foram em parte ofuscados por uma grave crise que se abateu sobre a vida da igreja. Inicialmente, surgiu uma diferença de prioridades entre o Sínodo e a Junta de Missões de Nova York. O Sínodo queria apoio para a obra evangelística e para instalar o Seminário, ao passo que a Junta preferiu dar ênfase à obra educacional, principalmente através do Mackenzie College. Paralelamente, surgiram desentendimentos entre o pastor da Igreja Presbiteriana de São Paulo, Rev. Eduardo Carlos Pereira, e os líderes do Mackenzie, Horace M. Lane e William A. Waddell.
Com o passar do tempo, o Rev. Eduardo C. Pereira passou a tornar-se mais radical em suas posições, perdendo o apoio até mesmo de muitos dos seus colegas brasileiros. Como uma alternativa ao jornal do Rev. Eduardo, “O Estandarte”, o Rev. Álvaro Reis criou “O Puritano” em 1899. Em 1900 foi organizada a Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo, que resultou da fusão de duas igrejas formadas por pessoas que haviam saído da igreja do Rev. Eduardo. Na mesrna época, um novo problema veio complicar ainda mais a situação: o debate acerca da maçonaria.
Em março de 1902, Eduardo C. Pereira e seus partidários começaram a divulgar a sua Plataforma, com cinco tópicos sobre as questões missionária, educativa e maçônica. Após pouco mais de um ano de debates acalorados, a crise chegou ao seu lamentável desfecho em 31 de julho de 1903, durante a reunião do Sínodo. Após serem derrotados em suas propostas, Eduardo Carlos Pereira e seus colegas desligaram-se do Sínodo e formaram a Igreja Presbiteriana Independente.

2.4 Reconstituição (1903-1917)
No início de agosto de 1903, os independentes organizaram o seu presbitério, com quinze presbíteros e sete pastores (Eduardo C. Pereira, Caetano Nogueira Jr., Bento Ferraz, Ernesto Luiz de Oliveira, Otoniel Mota, Alfredo Borges Teixeira e Vicente Temudo Lessa). Seguiu-se um triste período de divisões de comunidades, luta pela posse de propriedades, litígios judiciais. Uma pastoral do Presbitério Independente chegou a vedar aos sinodais a Ceia do Senhor. O período mais conflitivo estendeu-se até 1906. Nessa época, o Sínodo contava com 77 igrejas e cerca de 6500 membros; em 1907, os independentes tinham 56 igrejas e 4200 comungantes.
O prédio do seminário, no bairro Higienópolis, foi ocupado sem solenidade em setembro de 1899. Os principais professores eram os Revs. John R. Smith e Erasmo Braga (este a partir de 1901); o membro mais destacado da diretoria era o Rev. Álvaro Reis. Em fevereiro de 1907, o seminário foi transferido para Campinas, ocupando a antiga propriedade do Colégio Internacional. A primeira turma de Campinas só se formou em 1912. Entre os formandos estavam Tancredo Costa, Herculano de Gouvêa Jr., Miguel Rizzo Jr. e Paschoal Luiz Pitta. Mais tarde viriam Guilherme Kerr, Jorge T. Goulart, Galdino Moreira e José Carlos Nogueira.
A obra presbiteriana crescia em muitos lugares. A primeira cidade atingida no Leste de Minas foi Alto Jequitibá (Manhuaçu) e no Espírito Santo, São José do Calçado. Os primeiros pastores daqueles campos foram Matatias Gomes dos Santos, Aníbal Nora, Constâncio Omero Omegna e Samuel Barbosa. No Vale do Ribeira, o dinâmico evangelista Willes Roberto Banks continuava em atividade. A família Vassão daria grandes contribuições à igreja.
Em 1907, o Sínodo dividiu-se em dois (Norte e Sul) e em 1910 foi organizada a Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana do Brasil. O moderador do último sínodo e instalador da Assembleia Geral foi o veterano Modesto Carvalhosa, ordenado 40 anos antes. A Assembleia Geral foi instalada na Igreja do Rio de Janeiro, e o Rev. Álvaro Reis foi eleito seu primeiro moderador. Os conciliares visitaram a Ilha de Villegaignon para lembrar os mártires calvinistas e comemorar o quarto centenário do nascimento de Calvino. Na época, a Igreja Presbiteriana do Brasil tinha 10 mil membros comungantes, outro tanto de menores e cerca de 150 igrejas em sete presbitérios. As demais denominações tinham os seguintes números - metodistas: 6 mil membros; independentes: 5 mil; batistas: 5 mil; e episcopais: cerca de mil. Em 1911, a IPB enviou a Portugal o seu primeiro missionário, Rev. João da Mota Sobrinho, que lá permaneceu até 1922.
Os missionários americanos continuavam em plena atividade. Devido a divergências quanto ao lugar da educação na obra missionária, a Missão Sul da PCUS dividiu-se em duas: Missão Leste (Lavras) e Missão Oeste (Campinas). O Rev. William Waddell fundou uma influente escola em Ponte Nova, Bahia. Pierce, um filho de Chamberlain, trabalhou na Bahia de 1899 a 1909. A obra presbiteriana no Mato Grosso começou nesse período: os pioneiros foram os missionários Franklin Graham (1913) e Filipe Landes (1915).
Em 1917, foi aprovado o “Modus Operandi”, um acordo entre a igreja brasileira e as missões norte-americanas, pelo qual os missionários desligaram-se dos concílios da IPB, separando-se os campos nacionais (presbitérios) dos campos das missões. Em 1924, a Assembleia Geral reuniu-se pela primeira sem qualquer missionário como delegado de presbitério.

2.5 Cooperação (1917-1932)
O maior líder presbiteriano desse período foi o Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932), professor do Seminário e secretário da Assembleia Geral. Em 1916, participou com dois colegas do Congresso de Ação Cristã na América Latina, no Panamá. Poucos anos depois, tornou-se o dinâmico secretário da Comissão Brasileira de Cooperação, entidade que liderou um grande esforço cooperativo entre as igrejas evangélicas do Brasil na década de 1920. As principais áreas de cooperação foram literatura, educação cristã e educação teológica. Foi fundado no Rio de Janeiro o Seminário Unido, que existiu até 1932.
Outros esforços cooperativos desse período foram: (1) Instituto José Manoel da Conceição, fundado pelo Rev. William A. Waddell na cidade de Jandira, perto de São Paulo (1928); visava preparar os jovens que depois seguiriam para o seminário. (2) Associação Evangélica de Catequese dos índios (1928), depois Missão Evangélica Caiuá: idealizada pelo Rev. Albert S. Maxwell e instalada em Dourados, Mato Grosso, num esforço cooperativo das igrejas presbiteriana, independente, metodista e episcopal.
O Seminário de Campinas correu o risco de ser extinto por causa do Seminário Unido, mas finalmente superou a crise. Em 1921, o Seminário do Norte foi transferido para o Recife. As principais instituições educacionais das missões eram o Colégio Agnes Erskine, em Recife; Colégio 15 de Novembro (Garanhuns); Escola de Ponte Nova (Bahia); Colégio 2 de Julho (Salvador); Instituto Gammon (Lavras); Instituto Cristão (Castro) e principalmente o Mackenzie College. Os principais periódicos presbiterianos eram “O Puritano” e o “Norte Evangélico”.
Em 1924, a Assembleia Geral encerrou o trabalho missionário em Lisboa. No mesmo ano, Erasmo Braga e alguns amigos fundaram a Sociedade Missionária Brasileira de Evangelização em Portugal, que enviou para aquele país o Rev. Paschoal Luiz Pitta e sua esposa Odete. O casal ali esteve por quinze anos (1925-1940), regressando ao Brasil devido à constante falta de recursos.
Em 1921, morreu o Rev. António Bandeira Trajano. Com ele desapareceu a primeira geração de obreiros presbiterianos no Brasil, os da década de 1860. Outros obreiros falecidos nesse período foram: Eduardo Carlos Pereira (1923), Álvaro Reis (1925), Carlota Kemper (1927), Samuel Gammon (1928) e Erasmo Braga (1932). Além do seu trabalho na área religiosa, vários dos pioneiros presbiterianos deram valiosa contribuição de ordem intelectual e literária. Alguns autores e os livros que os celebrizaram são os seguintes: Modesto Carvalhosa (Escrituração Mercantil), António Trajano (Álgebra Elementar), Eduardo C. Pereira (Gramática Expositiva), Otoniel Motta (O Meu Idioma) e Erasmo Braga (Série Braga).

2.6 Organização (1932-1959)
Nas décadas de 1930 a 1950, a IPB continuou a crescer e a aperfeiçoar a sua estrutura, criando entidades voltadas para o trabalho feminino, mocidade, missões nacionais e estrangeiras, literatura e ação social. O período terminou com a comemoração do centenário do presbiterianismo no Brasil.
Nessa época, a igreja era constituída dos seguintes sínodos: (1) Setentrional: estendia-se de Alagoas até a Amazónia, estando o maior número de igrejas no Estado de Pernambuco; (2) Bahia-Sergipe: criado em 1950, quando o Presbitério Bahia-Sergipe, antigo campo da Missão Central, dividiu-se nos presbitérios de Salvador, Campo Formoso e Itabuna; (3) Minas-Espírito Santo: surgiu em 1946, abrangendo o leste de Minas e o Espírito Santo, a região de maior crescimento da igreja; (4] Central: formado em 1928, incluía o Estado do Rio de Janeiro, bem como o sul e o oeste de Minas Gerais; (5) Meridional: sínodo histórico (1910-47), abrangia São Paulo, Paraná e Santa Catarina; (6) Oeste do Brasil: fo formado em 1947, abrangendo todo o norte e oeste de São Paulo. No final da década de 50, foram entregues pelas missões os Presbitérios de Triângulo Mineiro, Goiás e Cuiabá.
Nesse período, as missões norte-americanas continuaram o seu trabalho: (1) PCUS: (a) Missão Norte: atuou no nordeste, onde o principal obreiro foi o Rev. William Calvin Porter (†1939); o campo mais importante era o de Garanhuns, onde estavam o Colégio 15 de Novembro e o jornal Norte Evangélico; (b) Missão Leste: atuou no oeste de Minas e depois em Dourados, Mato Grosso, cuja igreja foi organizada em 1951. (c) Missão Oeste: concentrou-se mais no Triângulo Mineiro, onde o casal Edward e Mary Lane fundou em 1933 o Instituto Bíblico de Patrocínio. (2) PCUSA: (a) Missão Central: seus principais campos eram Ponte Nova/Itacira, a bacia de Rio São Francisco, o sul da Bahia e o norte de Minas; (b) Missão Sul: atuot no Paraná e Santa Catariana, fundindo-se com a Missão Central por volta de 1937. O Rev. Filipe Landes foi grande evangelista no Mato Grosso (norte e sul). Em Rio Verde, Goiás, atuou o Rev. Dr. Donald Gordon, que fundou um importante hospital.
Trabalho feminino: as primeiras sociedades de senhoras surgiram en 1884-85 e as primeiras federações, na década de 1920. Os primeiros secretários gerais do trabalho feminino foram o Rev. Jorge T. Goulart e as sras. Genoveva Marchant, Blanche Lício, Cecília Siqueira e Nady Werner. O primeiro congresso nacional reuniu-se na I. P. Riachuelo, no Rio de Janeiro, em 1941; o segundo congresso realizou-se também no Rio em 1954. A SAF em Revista foi criada em 1954.
Mocidade: algumas entidades precursoras foram a Associação Cristã de Moços (Myron Clark), o Esforço Cristão (Clara Hough) e a União Cristã de Estudantes do Brasil (Eduardo P. Magalhães). Benjamim Moraes Filho foi o primeiro secretário do trabalho da mocidade, em 1938. O primeiro congresso nacional reuniu-se em Jacarepaguá em 1946, quando foi criada a confederação. Entre os líderes da época estavam Francisco Alves, Jorge César Mota, Paulo César, Waldo César, Tércio Emerique, Gutemberg de Campos, Paulo Rizzo e Billy Gammon.
Missões Nacionais: em 1940 foi organizada, na I. P. Unida, a Junta Mista de Missões Nacionais, com representantes da IPB e das missões norte-americanas. Entre os primeiros líderes estavam Coriolano de Assunção, Guilherme Kerr, Filipe Landes, Eduardo Lane, José Carlos Nogueira e Wilsor N. Lício. Até 1958, a Junta ocupou quinze regiões em todo o Brasil, com cerca de 150 locais de pregação. Em 1950 foi criada a Missão Presbiteriana da Amazônia.
Missão em Portugal: os primeiros obreiros foram João da Mota Sobrinho (1911-1922) e Paschoal Luiz Pitta (1925-1940). Em 1944 a IPB assumiu o trabalho, e foi criada a Junta de Missões Estrangeiras, com o apoio das igrejas norte-americanas. Os primeiros missionários foram Natanael Emerique, Aureliano Lino Pires, Natanael Beuttenmuller e Teófilo Carnier.
Outras organizações: (a) Casa Editora: começou a ser organizada em 1945, no início da Campanha do Centenário, sob a liderança do Rev. Boanerges Ribeiro. A primeira sede foi instalada em dependências cedidas pela I. P Unida, na Rua Helvetia. (b) Orfanatos: em 1910, a Assembleia Geral planejou um orfanato para Lavras; em 1919, passou a funcionar em Valença, e em 1929 veio a ocupar uma propriedade da I. P. de Copacabana, em Jacarepaguá. O orfanato foi denominado Instituto Álvaro Reis. (c) Conselho Interpresbiteriano (CIP): foi criado em 1955 para superintender as relações da IPB com as missões e as juntas missionárias dos Estados Unidos. Tinha mais autoridade que o "modus operandi" de 1917,
Outras igrejas: (a) Igreja Presbiteriana Independente: em 1957, foi criado o Supremo Concílio, com três sínodos, dez presbitérios, 189 igrejas, 105 pastores e cerca de 30 mil membros comungantes; O Estandarte continuou a ser o jornal oficial. No final dos anos 30 houve um conflito teológico. Em 1942, um grupo de intelectuais liberais (entre os quais o Rev. Eduardo P. Magalhães) retirou-se da IPI e formou a Igreja Cristã de São Paulo, (b) Igreja Presbiteriana Conservadora: foi fundada em 1940 pelos membros da Liga Conservadora da IPI. Em 1957, contava com mais de vinte igrejas em quatro estados e tinha um seminário. Seu órgão oficial é O Presbiteriano Conservador, (c) Igreja Presbiteriana Fundamentalista: foi fundada em 1956 pelo Rev. Israel Gueiros, pastor da 1a I. P. de Recife e ligado ao Concílio Internacional de Igrejas Cristãs (do líder fundamentalista norte-americano Cari Mclntire).
Neste período, a IPB participou de vários movimentos cooperativos: Associação Evangélica Beneficente (fundada por Otoniel Mota em 1928), Associação Cristã de Beneficência Ebenézer (dirigida pelo Dr. Benjamin Hunnicutt), Missão Evangélica Caiuá, Instituto José Manoel da Conceição, Confederação Evangélica do Brasil (fundada em 1934), Sociedade Bíblica do Brasil, Centro Áudio-Visual Evangélico (CAVE, fundado em 1951) e Universidade Mackenzie, que seria transferida à IPB no início dos anos 60.
Constituição da IPB: em 1924, foram aprovadas pequenas modificações no antigo Livro de Ordem adotado quando da criação do Sínodo, em 1888. Em 1937, entrou em vigor a nova Constituição da Igreja (os independentes haviam aprovado a sua três anos antes), sendo criado o Supremo Concílio. Houve protestos do norte contra alguns pontos: diaconato para ambos os sexos, "confirmação" em vez de "profissão de fé" e o nome "Igreja Cristã Presbiteriana". Em 1950, foi promulgada uma nova Constituição e no ano seguinte o Código de Disciplina e os Princípios de Liturgia.
Estatística: em 1957, a IPB contava com seis sínodos, 41 presbitérios, 489 igrejas, 883 congregações, 369 ministros, 127 candidatos ao ministério, 89.741 membros comungantes e 71.650 não-comungantes. Os primeiros presidentes do Supremo Concílio foram os Revs. Guilherme Kerr, José Carlos Nogueira, Natanael Cortez, Benjamim Moraes Filho e José Borges dos Santos Júnior.
A Campanha do Centenário foi lançada em 1946, tendo como objetivos: avivamento espiritual, expansão numérica, consolidação das instituições da igreja, afirmação da fé reformada e homenagem aos pioneiros. A Comissão Central do Centenário, organizada em 1948, enfrentou muitas dificuldades. Após 1950, a campanha ganhou ímpeto. A Comissão Unida do Centenário (IPB, IPI e Igreja Reformada Húngara) planejou uma grande campanha evangelística com a participação de Edwyn Orr e William Dunlap, que se estendeu por todo o país em 1952. Outras medidas foram a criação do Museu Presbiteriano, do Seminário do Centenário e do jornal Brasil Presbiteriano, resultante da fusão de O Puritano e Norte Evangélico (1958). A 18a Assembléia da Aliança Presbiteriana Mundial reuniu-se em São Paulo de 27 de julho a 6 de agosto de 1959. O lema do centenário foi: "Um ano de gratidão por um século de bênçãos".
Texto do Rev. Alderi Souza de Matos

sexta-feira, setembro 25, 2009

A Europa está sendo islamizada

Mark Steyn, colunista político e crítico cultural, escreveu um livro notável, A América Solitária: O Fim do Mundo como Nós o Conhecemos (Regnery). Ele combina várias virtudes, bem incomuns de serem achadas juntas – humor, reportagem precisa e pensamento profundo – aplica-se a isto uma forma argumentativa de abordar o assunto mais importante da atualidade: a ameaça islâmica ao Ocidente.

O sr. Steyn apresenta uma tese devastadora, porém a apresenta em pequenos porções, e eu as juntarei aqui.

Ele começa com o legado de dois totalitarismos. Traumatizados pela atração eleitoral do fascismo, os Estados europeus do pós-II Guerra Mundial foram estabelecidos de cima para baixo, "para proteger a classe política quase que completamente de pressões políticas". Assim, o Estado "passou a considerar o eleitorado como se fossem crianças".

Segundo, a ameaça soviética durante a Guerra Fria incitou os líderes americanos, impacientes com a Europa (e o Canadá) por suas fracas reações, a efetivamente assumir suas defesas. Esta política benigna e hipermétrope levou-os à vitória de 1991, mas também teve o efeito colateral, não intencional e menos saudável, de aliviar as divisas européias para que pudessem construir um Estado de bem-estar social. Este Estado de bem-estar social originou várias implicações malignas.

  • Os países europeus, infantilizados e acostumados à babá americana, fez com que eles se preocupassem com pseudo-problemas tais como as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que os homens se afeminavam.
  • Isto também os tornava neutros, juntando "a maioria das funções da maioridade", começando pelo instinto de procriação. Por volta de 1980, as taxas de natalidade despencaram, deixando uma base inadequada para os trabalhadores de hoje receberem suas aposentadorias.
  • Estruturado na base da dedução, num sistema Ponzi de intergerações, onde os trabalhadores de hoje dependem de suas crianças para receberem suas pensões.
  • O colapso demográfico significa que a população nativa de países como a Rússia, Itália e Espanha estão no começo de uma espiral da morte de sua população.
  • Isto os conduziu a uma falência de confiança, que por sua vez criou um "esgotamento da civilização", deixando os europeus despreparados para enfrentar suas guerras.

Manter a máquina econômica funcionando significava aceitar trabalhadores estrangeiros. Em vez de executar um plano de longo prazo a fim de se preparar para absorver os muitos milhões de imigrantes de que precisavam, as elites européias empurraram com a barriga, dando boas vindas a qualquer um que aparecesse. Em virtude da proximidade geográfica, da fatiga demográfica e de um ambiente propenso a crises, "o Islã é agora o provedor principal dos novos europeus", diz o sr. Steyn.

Mark Steyn




Chegando num período de fraqueza demográfica, política e cultural, os muçulmanos estão mudando profundamente a Europa. O "Islã tem mocidade e vontade, a Europa tem idade e bem-estar". Colocando de outra forma, "o Islã pré-moderno bate o Cristianismo pós-moderno". Boa parte do mundo ocidental, prevê o Sr. Steyn peremptoriamente, "não sobreviverá ao século XXI, e muito desaparecerá efetivamente durante nossas vidas, incluindo vários, se não a maioria dos países europeus". De forma mais dramática, acrescenta ele "será o fim do mundo como nós o conhecemos".

(Contrastando com esta opinião, eu acredito que ainda há tempo de a Europa evitar este destino.)

A América solitária trata do que o Sr. Steyn chama de "interação de forças maiores no Primeiro Mundo que deixaram a Europa por demais enfraquecida para resistir à sua implacável transformação na Eurabia". A população sucessora já tomou seu lugar na Europa e "a única pergunta é o quão sangrenta será esta transferência de bens". Ele interpreta os atentados em Madri e em Londres, assim como o assassinato de Theo van Gogh em Amsterdã, como os primeiros tiros do início da guerra civil na Europa e declara: "A colônia agora é a Europa."

O título A América Solitária refere-se à expectativa do sr. Steyn de os Estados Unidos, com seu "perfil" demográfico relativamente saudável, emerjam como o único sobrevivente deste severo teste. A "Europa está morrendo, porém a América não". Então, "o continente europeu está de certo modo propício a ser tomado, mas a América não". O público alvo do sr. Steyn é principalmente o americano: cuidado, diz ele, ou o mesmo acontecerá a você.

Essencialmente, com o propósito de estar preparado, ele aconselha duas coisas. Primeiro, evite os "sistemas europeus das previdências sociais inchadas", declare-os nada menos que uma ameaça à segurança nacional, encolha o estado e enfatize as virtudes de auto-confiança e inovação individual. Segundo, evite o "aumento da pressão ao império", evite entrincheirar-se na "Fortaleza América" mas destrua a ideologia do Islamismo radical, ajude a reformar o Islã e expanda a civilização ocidental para lugares novos. Somente se os americanos "conseguirem reunir a vontade de moldar ao menos parte deste mundo emergente", eles terão suficiente companhia para aquilo que os espera. Falhando, aguarde uma "Nova Idade das Trevas, um planeta no qual boa parte do mapa voltará a ser primitivo".