sexta-feira, setembro 25, 2009

A Europa está sendo islamizada

Mark Steyn, colunista político e crítico cultural, escreveu um livro notável, A América Solitária: O Fim do Mundo como Nós o Conhecemos (Regnery). Ele combina várias virtudes, bem incomuns de serem achadas juntas – humor, reportagem precisa e pensamento profundo – aplica-se a isto uma forma argumentativa de abordar o assunto mais importante da atualidade: a ameaça islâmica ao Ocidente.

O sr. Steyn apresenta uma tese devastadora, porém a apresenta em pequenos porções, e eu as juntarei aqui.

Ele começa com o legado de dois totalitarismos. Traumatizados pela atração eleitoral do fascismo, os Estados europeus do pós-II Guerra Mundial foram estabelecidos de cima para baixo, "para proteger a classe política quase que completamente de pressões políticas". Assim, o Estado "passou a considerar o eleitorado como se fossem crianças".

Segundo, a ameaça soviética durante a Guerra Fria incitou os líderes americanos, impacientes com a Europa (e o Canadá) por suas fracas reações, a efetivamente assumir suas defesas. Esta política benigna e hipermétrope levou-os à vitória de 1991, mas também teve o efeito colateral, não intencional e menos saudável, de aliviar as divisas européias para que pudessem construir um Estado de bem-estar social. Este Estado de bem-estar social originou várias implicações malignas.

  • Os países europeus, infantilizados e acostumados à babá americana, fez com que eles se preocupassem com pseudo-problemas tais como as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que os homens se afeminavam.
  • Isto também os tornava neutros, juntando "a maioria das funções da maioridade", começando pelo instinto de procriação. Por volta de 1980, as taxas de natalidade despencaram, deixando uma base inadequada para os trabalhadores de hoje receberem suas aposentadorias.
  • Estruturado na base da dedução, num sistema Ponzi de intergerações, onde os trabalhadores de hoje dependem de suas crianças para receberem suas pensões.
  • O colapso demográfico significa que a população nativa de países como a Rússia, Itália e Espanha estão no começo de uma espiral da morte de sua população.
  • Isto os conduziu a uma falência de confiança, que por sua vez criou um "esgotamento da civilização", deixando os europeus despreparados para enfrentar suas guerras.

Manter a máquina econômica funcionando significava aceitar trabalhadores estrangeiros. Em vez de executar um plano de longo prazo a fim de se preparar para absorver os muitos milhões de imigrantes de que precisavam, as elites européias empurraram com a barriga, dando boas vindas a qualquer um que aparecesse. Em virtude da proximidade geográfica, da fatiga demográfica e de um ambiente propenso a crises, "o Islã é agora o provedor principal dos novos europeus", diz o sr. Steyn.

Mark Steyn




Chegando num período de fraqueza demográfica, política e cultural, os muçulmanos estão mudando profundamente a Europa. O "Islã tem mocidade e vontade, a Europa tem idade e bem-estar". Colocando de outra forma, "o Islã pré-moderno bate o Cristianismo pós-moderno". Boa parte do mundo ocidental, prevê o Sr. Steyn peremptoriamente, "não sobreviverá ao século XXI, e muito desaparecerá efetivamente durante nossas vidas, incluindo vários, se não a maioria dos países europeus". De forma mais dramática, acrescenta ele "será o fim do mundo como nós o conhecemos".

(Contrastando com esta opinião, eu acredito que ainda há tempo de a Europa evitar este destino.)

A América solitária trata do que o Sr. Steyn chama de "interação de forças maiores no Primeiro Mundo que deixaram a Europa por demais enfraquecida para resistir à sua implacável transformação na Eurabia". A população sucessora já tomou seu lugar na Europa e "a única pergunta é o quão sangrenta será esta transferência de bens". Ele interpreta os atentados em Madri e em Londres, assim como o assassinato de Theo van Gogh em Amsterdã, como os primeiros tiros do início da guerra civil na Europa e declara: "A colônia agora é a Europa."

O título A América Solitária refere-se à expectativa do sr. Steyn de os Estados Unidos, com seu "perfil" demográfico relativamente saudável, emerjam como o único sobrevivente deste severo teste. A "Europa está morrendo, porém a América não". Então, "o continente europeu está de certo modo propício a ser tomado, mas a América não". O público alvo do sr. Steyn é principalmente o americano: cuidado, diz ele, ou o mesmo acontecerá a você.

Essencialmente, com o propósito de estar preparado, ele aconselha duas coisas. Primeiro, evite os "sistemas europeus das previdências sociais inchadas", declare-os nada menos que uma ameaça à segurança nacional, encolha o estado e enfatize as virtudes de auto-confiança e inovação individual. Segundo, evite o "aumento da pressão ao império", evite entrincheirar-se na "Fortaleza América" mas destrua a ideologia do Islamismo radical, ajude a reformar o Islã e expanda a civilização ocidental para lugares novos. Somente se os americanos "conseguirem reunir a vontade de moldar ao menos parte deste mundo emergente", eles terão suficiente companhia para aquilo que os espera. Falhando, aguarde uma "Nova Idade das Trevas, um planeta no qual boa parte do mapa voltará a ser primitivo".

quinta-feira, junho 04, 2009

Conferência "A Batalha de Calvino pela Reforma"


Na quarta e quinta-feira (3 e 4 de junho de 2009) tivemos a alegria de ter conosco, conferenciando sobre “A Batalha de Calvino pela Reforma, o Rev. Angus Stewart (pastor da Convenant Protestant Reformed Church – Irlanda do Norte). O evento foi promovido pela ICPP e aconteceu na IPC de Telheiras, Lisboa.

As palestras do Rev. Angus, sobre a vida de Calvino e sua renhida luta para defender os princípios fundamentais da Fé Cristã Reformada trouxe-nos ânimo para que possamos continuar batalhando em prol da Fé Reformada na Europa.

Na foto o Rev. Francisco Moura e o Rev. Angus Stewart

On Wednesday and Thursday (3 and 4 June 2009) was a joy to participate of Conference about "John Calvin's Battle for the Reformation" with the Rev. Angus Stewart (pastor of the Convenant Protestant Reformed Church - N. Ireland). The event was sponsored by Christhian Presbyterian Church of Portugal (Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal) and happened in the CPC of Telheiras, Lisbon.

The lectures of the Rev. Angus, on the life of Calvino and his struggle to defend the fundamental principles of the Christian Reformed Faith has an encouragement for us, that we can continue to battle in favor of the Reformed Faith in Portugal and Europe.

domingo, maio 31, 2009

PROJETO LUSITÂNIA



Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! (Mateus 28.19,20)


Lusitânia é a terra dos lusitanos, é Portugal.

Em obediência ao ide imperativo de Jesus, os portugueses também estão sendo evangelizados. Portugal está no projeto de Deus.

Os portugueses descobriram o Brasil, e hoje a igreja brasileira tem a oportunidade de levar os portugueses a descobrirem o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo. Portanto a igreja do Brasil não pode fugir da responsabilidade de orar, contribuir e enviar seus missionários para fazer discípulos portugueses para Jesus!

A Agência Presbiteriana de Missões Transculturais e a Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal fizeram um convênio para realizar um trabalho conjunto através de seus missionários e igrejas locais, a partir de suas posições geograficamente estratégicas para o cumprimento de sua missão dentro dos propósitos assim designados com os parâmetros da Bíblia e a Fé Reformada Presbiteriana.

A influência do Evangelho na Europa secularizada e distante de Deus pode transformar vidas que serão alcançadas pela graça e misericórdia do Senhor. O ambiente hoje está aberto para a mensagem redentora, apesar do avanço do secularismo.

No contexto em que Portugal está inserido hoje, é o país mais pobre da União Européia. O seu passado foi glorioso, teve muitas possibilidades de um grande desenvolvimento que foi desperdiçado. Uma nação que também teve um passado de ditadura que estorvou o progresso em vários aspectos. Porém hoje o país está em crescimento e tem o apoio da UE.

Portugal é a Porta de Entrada da Europa. Há um grande número de estrangeiros, principalmente brasileiros, que também podem ser alcançados com o Evangelho. O imigrante evangélico também tem apoiado na evangelização dos portugueses.

Os Missionários da APMT em Portugal

Os missionários Rev Francisco Moura e Elisama estão atuando há mais de 5 anos na região da Grande Lisboa. Estão trabalhando na revitalização de uma pequena igreja em Carnaxide e cooperaram na plantação de uma igreja no Norte de Portugal.

A missão avança rumo ao norte de Portugal

Com o Pb. Manoel Júnior, jogador de futebol e com um grupo que se reunia na sua casa, deu-se o início ao trabalho Presbiteriano. A Convite do Júnior pude ir até aquela cidade para dar os atos pastorais e fazer contatos com muitas pessoas, apesar da demanda de muitos esforços e recursos que não estavam ao alcance do Projeto Lusitânia.

No começo do trabalho um Jornal da cidade fez uma publicação de duas páginas sobre o desempenho dos jogadores crentes e sua fé em Deus. Tiveram uma oportunidade de testemunhar do Evangelho de Jesus à toda cidade. A manchete teve uma repercussão tão grande que muitos passaram a perguntar sobre a igreja. Agora estão tendo uma extraordinária oportunidade de consolidar um trabalho presbiteriano na região Norte do país (Distrito do Porto).

Depois de muitas orações e contatos com a APMT, solicitamos mais um missionário para Portugal, com a finalidade de auxiliar naquela nova frente de trabalho. Como resultado deste esforço de parceria e cooperação, foi enviado um pastor para a Missão de Paços de Ferreira.

Apôio espiritual aos estrangeiros:

Há em Portugal um grande número de estrangeiros. O Rev Francisco e família têm tido muitas oportunidades de testemunhar para muitos brasileiros e outros estrangeiros que estão trabalhando secularmente em Portugal.
Estão fazendo discipulado e visitas como também aconselhamento por telefone, email e Internet (podemos podemos chegar às pessoas por meio dos recursos tecnológicos).

Trabalhos com os jovens:

Todos os Sábados realizam reuniões com os jovens, às 20h00 e esporadicamente recebem alguns visitantes. Eles realizam várias atividades de interesse, como a exibição de filmes, encontros, campismo, retiros, louvor e estudos bíblicos. A Elisama está encarregada dos jovens.

Estudos bíblicos e orações:
Todas às Quintas às 20h30 e aos Domingos às 16h00 realizam reuniões de orações e estudos bíblicos na localidade de Carnaxide.

Treinamento da liderança local:

Curso teológico e treinamento de líderes

Num periodo de dois anos, ministraram cursos para treinamento teológico da liderança local a fim de que haja mais envolvimento e desenvolvimento da obra missionária de forma profícua.

CONHECENDO UM POUCO DO CAMPO MISSIONÁRIO NO CONTEXTO EUROPEU

A situação religiosa na Europa

Peter Brierley em seu livro “A Igreja do Futuro”, disse que a comunidade "cristã" na Europa alcança ao 60% da população, porém predisse uma diminuição durante a primeira década do novo milênio. Esta grande cifra reflete a posição das igrejas institucionais em Europa (a Católica Romana, a Ortodoxa e Protestante) que têm uma presença residual no continente. Juntas, estas igrejas institucionais prover um enorme tapete de opiniões, tradições, história e cultura.

Outros escritores descrevem Europa como "pós-cristã". Os edifícios das igrejas européias dominam com frequência os horizontes das cidades, porém, pelo contrário, em muitos lugares existe um nominalismo muito difundido e uma apatía generalizada onde a assistência às igrejas não alcança mais que 10% da população. Os evangélicos normalmente representam, aproximadamente 3% da população. O materialismo e secularismo tem substituído a religião na Europa, apresentando um desafio à relevância da igreja na sociedade contemporânea. O "pós-modernismo" está chegando a ser uma filosofia que influencia no pensamento de muita gente, o qual supõe outro desafio ao papel do cristianismo, à igreja e às Escrituras nas vidas dos europeus do terceiro milênio. A influência crescente de outras religiões mundiais, a promoção de sociedades "multi-fé", o interesse na filosofia da "nova era" e a influência do ocultismo indicam um vazio espiritual que as religiões tradicionais não são capazes de encher. Além do mais, o cristianismo está chegando a ser mais uma fé "privada e pessoal" que uma confissão pública e comunitária de fé. A afirmação do Islamismo está crescendo de uma maneira significativa. O próprio Islã reconhece a Europa como o principal "campo missionário" do mundo.

O crescimento dos sem-religião e das religiões orientais. O islamismo tem aumentado 3,3%,17 milhoes; num crescimento anual de 4,2%. Existem países da Europa com mais de 1 milhão de muçulmanos: Bulgária, França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Iuguslávia. Em sete paises europeus os muçulmanos são mais de 10% da população e muito deste crescimento é através do Norte Africano e também pelo alto índice de natalidade. Os judeus chega a 0,25%; Hindús 0,11%. 565.000. crescimento 8% . Budistas e Silkhs 0,08% cada um. Os sem religiões chegam a 90 milhões de pessoas, num crescimento anual de 3,7%.

A situação da religiosidade portuguesa no passado e hoje

A tradição religiosa romana tem formado a identidade dos portugueses. Portugal, é um país que tem o Catolicismo como a religião predominante, as pessoas são frias e muito depressivas, vivem uma espiritualidade vazia, sem vida, sem força. Há um crescente afastamento em relação à Igreja Romana causado pelo sentimento deste vazio.

Num passado recente, a memória coletiva era apoiada frequentemente em mitos, alguns deles criados justamente para servirem de suporte à crença da sacralidade da Pátria em que a religiosidade é mais importante na formação da identidade coletiva do que à primeira vista possa parecer. O objetivo desses mitos era formar uma ideia de Portugal como um país amparado por Deus. Um exemplo disso era a crença surgida no fim do século XIV chamada ”milagre de Ourique”, e cuidadosamente cultivada até meados do século XIX. A lenda dizia que Cristo tinha aparecido a D. Afonso Henriques, na véspera da batalha de Ourique, para lhe dar ânimo e garantir a vitória. Em 1846 esta crendice estava a desvanecer-se, era urgente criar outro mito com igual poder simbólico e que alimentasse essa ideia religiosa da nacionalidade. As alegadas aparições da Virgem em Fátima, em 1917, foram uma boa alternativa face ao desmoronamento do mito de D. Afonso Henriques.

Para manter esta identidade católica as fronteiras com o resto da Europa iam sendo gradualmente fechadas, para evitar o contato com os protestantes dos países Nórdicos, onde, afinal, a ciência, a cultura e economia floresciam. O isolamento de Portugal e a sua condição de “cauda da Europa” vem daí.

Antero de Quental (escritor português do século XIX), ao referir-se às causas da decadência dos povos peninsulares, expressou o seguinte:

“Quem pode hoje negar que é em grande parte à Reforma que os povos reformados devem os progressos morais que os colocam naturalmente à frente da Civilização? Contraste significativo, que nos apresenta hoje o mundo! As nações mais inteligentes, mais moralizadas, mais pacíficas e mais industriosas são exactamente aquelas que seguiram a revolução religiosa do século XVI (leia-se a Reforma Protestante de Lutero e Calvino): Alemanha, Holanda, Inglaterra, Estados Unidos, Suiça. As mais decadentes são exactamente as mais católicas!” (Quental, 2001).

Em 1838 um médico escocês, o Dr. Robert Reid Kalley, decidiu mudar-se para a Ilha da Madeira (Portugal), levado pela crença de que o clima ameno da Ilha permitiria a recuperação da saúde da esposa. Oriundo de uma nação de arraigada cultura e Fé protestante, ficou chocado ao ver o estado de ignorância do povo madeirense, que não lhes permitia o acesso direto à Palavra de Deus, pela leitura pessoal da Bíblia. Ele fundou ‘escolas de primeiras letras’ em diversas partes da Ilha, onde a alfabetização baseava-se no estudo da Cartilha e na Bíblia. As iniciativas de Kalley não foram no entanto vistas com bons olhos pela Igreja Católica e autoridades civis, que o acusaram de estar a querer propagar a Fé protestante entre os portugueses. A oposição às iniciativas pedagógicas de Kalley cresceu em espiral, acabando o Governador Civil por mandar “fechar todas as escolas protestantes”, dando ordens para que fossem intimados “quaisquer Professores ou Professoras. Nos jornais da época, são inúmeras as notícias da perseguição cerrada de que Kalley e os seus seguidores foram vítimas, muitos dos quais enfrentaram os tribunais e a prisão. As sentenças chegaram a incluir a pena de morte. Mais de duas mil pessoas se converteram à Fé protestante que Kalley professava. Como resultado disto a perseguisão religiosa foi aumentando a ponto de levar um grande número de madeirenses a emigrar para o continente americano. A família Kalley refugiou-se no Brasil e realizou um trabalho evangelistico pioneiro a partir de1855.

Até hoje, os portugueses ainda estão com a idéia de que uma igreja evangélica ou protestante é uma religião nova, que corroem a identidade portuguesa.

Os horrores da Inquisição Católica que, durante 300 anos em plena baixa de Lisboa, procedia à matança indiscriminada e à queima impiedosa de milhares de Judeus e Protestantes. O crime que lhes era imputado era o de desconfiar-se que não seguiam a fé Católica.

Desde 1970 as mudanças políticas e sociais têm transformado a nação de uma potência colonial ditatorial atrasada para uma democracia moderna e industrial. Com isso veio uma liberdade religiosa sem precedentes. No entanto, é triste ver que não tenha resultado num número maior de pessoas chegando à fé em Cristo, apenas 1% da população é evangélica. A veneração à Maria, Fátima e Conceição é muito difundida.

Depois de muitas restrições e perseguições, hoje os evangélicos desfrutam de liberdade para proclamar o Evangelho. Mas, o crescimento ainda tem sido lento e há muitas discriminações. Há sete províncias no norte e nordeste que são extremamentes católicas. Dos 316 municípios, 73 não têm igrejas. Das 4.400 localidades, somente 768 têm uma testemunha evangélica residente. Evangelizar os jovens constitui-se uma verdadeiro desafio. Estima-se que mais de 50% dos jovens já experimentaram drogas e muitos estão imersos no ateismo e práticas pagãs. Mais de 5 milhões de portugueses emigraram para países dos continentes Europeu, Americano e Oceania em busca de dinheiro e melhores condições de vida. Há também um esvaziamento nas pequenas cidades devidos a falta de oportunidades de trabalho e estudos para os jovens. Como resultado disto muitas cidades estão em processo de desertificação populacional.

Faça uma parceria com o Projeto Lusitânia

O mundo secular está buscando na parceria a solução para resolver seus problemas. Nós que fazemos parte do Reino de Deus sabemos que sem parceria não chegaremos a lugar algum.
Apesar de termos alguns milhares de igrejas no mundo, existem ainda uma grande necessidade de pregação e plantação de igrejas. Portugal ainda não experimentou de um despertamento de Deus.

Pela Causa Missionária,

Rev. Francisco Moura e família
APMT-Portugal

CONTATOS:
E-mails:
franciscoelisama@yahoo.com
apmt@apmt.org.br

Sites:
www.franciscomoura.blogspot.com
www.apmt.org.br

(código para contribuição: 0,39)

quarta-feira, abril 08, 2009

10 Conselhos para quem trabalha com música na igreja

10 Conselhos para quem trabalha com música na igreja


Começo justificando o título. Por que não usei "10 conselhos para equipes de louvor" ou "10 conselhos para levitas". Primeiro, porque louvor é todo o culto e não apenas aquele período em que cantamos cânticos. Nós louvamos a Deus quando oramos (se a oração for de louvor), quando lemos a Bíblia (se o texto expressar louvor) e, mesmo em silêncio quando temos uma atitude de louvor a Deus durante o culto. Limitar o louvor ao período de cânticos e desconsiderar tudo que acontece antes e depois. Sobre levitas, este ministério acabou no Antigo Testamento. Os levitas, assim como os sacerdotes, eram instrumentos de Deus dentro da lei cerimonial. Lei cerimonial é a parte da lei que tem relação com as cerimônias e sacrifícios do Antigo Testamento. Esta lei teve seu cumprimento final em Cristo e acabou nele. Jesus derramou a última gota de sangue requerida para expiação de pecados. Portanto, trazer os levitas, os sacerdotes, a arca, o chofar, etc, de volta, é retroceder. É voltar ao Antigo Testamento e desprezar a Aliança da Graça, que tem como sumo-sacerdote o próprio Jesus Cristo. Bem, feitas as ressalvas, vamos aos 10 conselhos:


1. Tenha uma vida de oração.

2. Leia constantemente sua Bíblia.

3. Confronte o que você lê na Bíblia com o modo como você pensa, age e fala.

4. Conserte seus relacionamentos (família, vizinhos, trabalho, escola...).

5. Nos ensaios, tente fazer o seu melhor. Maldito é aquele que faz a obra do Senhor relaxadamente (Jr 48.10).

6. No culto, lembre-se que os adoradores estão ali por causa de Jesus e não por sua causa.

7. Se você é hábil com a voz ou com algum instrumento, lembre-se de que isto foi dado por Deus, logo, nada de vaidades.

8. Não tente atrair atenção para si. Mostrar habilidades nos instrumentos (solando ou com arranjos chamativos) ou com a voz, improvisando e distorcendo a melodia, podem atrair atenção para você, desviando a atenção que deve ser dada a Cristo.

9. Depois de cantar/tocar permaneça no culto, participando com atenção. Retirar-se depois dos cânticos é comportamento de "estrela", totalmente impróprio em um culto em que Jesus é o centro.

10. Aprenda a analisar as letras daquilo que você canta. Uma boa melodia, nem sempre traz uma boa letra. E que prejuízo isto causa no culto. Peça ajuda do seu pastor neste sentido.


Por fim, mas com a impressão de que muito ainda deve ser dito, termino recomendando os escritos do Maestro Parcival Modolo. Excelentes para quem quer aprimorar o conhecimento musical e louvar a Deus mais adequadamente.

terça-feira, abril 07, 2009

Procurando uma Igreja séria?

Procurando uma igreja séria?
4 conselhos para você.



Existem igrejas e igrejas. De fato, para quem não tem muita experiência é difícil saber em quem acreditar, afinal, todas se dizem de Deus.

Mas, eu gostaria de dar 4 conselhos para você identificar uma igreja séria:

1º - Observe quanto tempo esta igreja dedica ao ensino da Palavra de Deus. Esta igreja tem escola dominical? Tem estudos bíblicos? O pastor, quando prega, explica o que está na Bíblia de modo que você sai do culto entendendo o que foi dito e percebe que aprendeu coisas que não sabia?

2º - Observe se há piedade na vida das pessoas desta igreja. Você é bem recebido(a) com alegria e simpatia quando vai visitá-la? As pessoas se interessam por sua vida? Você vê sinceridade nestas pessoas? Você percebe que, realmente, elas são servas de Deus, que vivem o que pregam?

3º - Observe se esta igreja é um local de consagração ou de entretenimento? As pessoas vão nesta igreja para buscar aprender mais da Palavra de Deus, para louvá-lo com o coração, ou apenas para passarem 50 minutos pulando, cantando e extravasando?

4º - Observe se esta igreja é adepta da teologia da prosperidade ou da teologia da fidelidade. Explico: Se nesta igreja o discurso do pastor for algo como: “siga a Deus e seus problemas vão ter fim”, “siga a Deus e você será próspero financeiramente”, “Deus quer que você seja cabeça e não cauda”, e coisas deste tipo: Fuja. Esta não é uma igreja bíblica. Agora, se o discurso for: “Creia em Deus e ele nunca te desamparará, mesmo nos dias mais difíceis”, “Creia em Deus e, por mais sofrimentos que você tenha nesta vida, na vida eterna sua alegria será incomparável”, ou “Ainda que você esteja doente, desempregado, ou sofrendo, saiba que Deus está com você. Ele nunca nos abandona.” Pronto, esta igreja é bíblica. Tem a mensagem correta.

Que Deus o abençoe e lhe dê sabedoria.

Rev. Francisco Moura em Londres




Rev Francisco Moura em frente ao templo de uma igreja anglicana que Wesley frequentou. Atualmente a London City Presbyterian Church realiza seus cultos nela.


Eu e o Alex, quando o visitei em Londres, em novembro de 2008.

sábado, dezembro 13, 2008

quinta-feira, abril 24, 2008

OS VERDADEIROS MOTIVOS E DESAFIOS DE SER MISSIONÁRIO

Missionário, homem de Deus, corajoso, destemido, audacioso, valente, desapegado, abnegado, altruísta. Quem sabe seriam estas ou mais as virtudes que alguém atribuiria ao missionário, vendo-o quase como um “super-herói”. Há inclusive aqueles que por não entenderem o que é a missão, o seu alcance e como deve ser um missionário, que o classificam segundo a sua área de trabalho. Segundo essas pessoas assim se estigmatiza os missionários: “o missionário aventureiro” tipo “Indiana Jones”, aquele que vai ao Campo porque gosta de viagens insólitas, de lugares exóticos e desconhecidos, e aventuras. Por alguns, ou quem sabem muitos, é sempre visto assim os que trabalham em campo como África, Índia , entre os indígenas ou qualquer outro tipo de lugar que seja hostil ao evangelho, inóspito, exótico, do tipo d’aqueles que podem dar algumas notícias chamativas, fantásticas e interessantes. Se este “tipo de missionário” vai visitar suas igrejas, não querem perder, pois será algo muito empolgante e espetacular. Eles vão ficar maravilhados com os “relatos de perigos e aventuras em terras inóspitas”. Para esses, aí está o “verdadeiro missionário”. Dizem: - “esse sim enfrenta dificuldades! ”, “vejam como ele é corajoso!” “ele é meu héroi!”. Para esses ainda há outro tipo de missionário: O tipo “missionário turista”. Se ele atua em países desenvolvidos, como os da Europa, América do Norte, etc. “ele quer ir viajar e fazer turismo”, dizem alguns; ou só se lembram do missionário quando querem fazer uma viagem de turismo. Lá nós vamos visitá-lo e aproveitamos e conheceremos “as maravilhas da terra”.

Está muito claro que, o exposto acima são formas e visões distorcidas de ver o missionário e a missão, mas existem pessoas que assim pensam do missionário e da obra missionária.

Mas verdadeiramente o que é ser um missionário? Ser missionário é ter sobre tudo um profundo amor por Jesus, Sua Palavra e pelos perdidos, que jazem nas trevas sem o Salvador; e como consequência deste amor, paga um alto preço, ao deixar o conforto e o aconchego de seus entes queridos, igreja e amigos, e deixar a pátria amada (nem sempre). Mas, tudo isso ele faz não por outros motivos espúrios, seculares, materialista e sim por um sentimento do tipo de Paulo que dizia “o amor de Cristo me constrange...” Está no seu coração este grande AMOR de Cristo. Por estes motivos e muito outros mais ele padece as aflições de um bom soldado de Cristo que o alistou para a batalha.

Houve um tempo que missões era visto do ponto de vista geográfico, “até os confins da Terra” seria um lugar tão distante do seu. Hoje missões é visto mais do ponto de vista da “necessidade humana”, não importa o lugar, perto ou longe, rico ou pobre. Há países que no passado provaram em grande escala uma saturação do Evangelho, porém hoje, não existe nada ou quase nada da presença do Evangelho, como é o caso do norte da Africa, que em tempos idos, produziu grandes teólogos da História da Igreja, como por exemplo Santo Agostinho. Esta região voltou a ser campo missionário. Com muito mais dificuldades que antes, pois hoje o Islamismo domina toda esta região. Os missionários que atuam aí, estão pondo em risco as suas próprias vidas e das suas famílias.

A necessidade mundial de missionários é inegável, mas é necessário uma visão correta da igreja, de que fazer missões não é uma aventura, turismo ou qualquer outra coisa que traga “vantagens” para o missionário ou sua igreja. Missões é uma responsabilidade e um privilégio tanto do missionário como da igreja que o envia e mantém. Missões é doação de vida, do que somos, do que temos, em favor das nações, povos, tribos e criaturas pela quais Jesus doou a sua vida.

Que Deus nos ajude como missionário e igreja a enterder o verdadeiro significado de ser um missionário e fazer missões para que possamos cumprir a nossa tarefa e aceitar os desafios com uma atitude correta que venha glorificar a Deus.

Em Cristo, aquele que dá o verdadeiro sentido das missões,

Rev. Francisco Moura*
Portugal
Missionário da APMT/IPB

*O Autor destas linhas foi missionário no interior da região Nordeste e Amazônia do Brasil por vários anos e por quase oito anos no Paraguai. Trabalhou em diferentes contextos sócio-econômico-culturais da America Latina. Atualmente é pastor-missionário em Portugal.